
Na última quarta-feira (25 de março), o Conselho da NBA votou por unanimidade (30 a 0) para explorar a entrada de novas franquias em Seattle e Las Vegas. Esta é a primeira iniciativa de expansão desde 2004. O voto não garante os novos times, mas inicia o processo de análise de propostas de investidores, que deve ser concluído com uma votação final no fim de 2026.
As expansion fees (taxas de entrada) são estimadas entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões por time. O mercado indica que o valor mínimo aceitável é de US$ 8 bilhões. No total, os 30 donos atuais podem dividir cerca de US$ 16 bilhões, o que daria um pagamento único de aproximadamente US$ 533 milhões para cada proprietário. Como essas taxas são excluídas do revenue sharing (divisão de receitas com jogadores), os donos ficam com o valor integral.
Caso a expansão seja confirmada, a logística da liga mudará. Com Seattle e Las Vegas no Oeste, um time atual precisará migrar para a Conferência Leste; New Orleans Pelicans, Memphis Grizzlies e Minnesota Timberwolves são os principais candidatos. Sobre a montagem dos elencos, o Draft permitirá que os novos times escolham atletas das equipes atuais, que poderão proteger 8 jogadores de seus planteis.
O processo de expansão ainda gera debates. Enquanto investidores de Seattle (como o grupo do Seattle Kraken) avançam, nomes como Floyd Mayweather recuaram em Las Vegas. Além disso, analistas e ex-jogadores questionam se há talento suficiente disponível para manter o nível técnico com 32 equipes, citando que a entrada de novos times pode diluir a qualidade da liga.
