
A arbitragem nacional vive um verdadeiro paradoxo. Constantemente alvos de polêmicas, reclamações de torcedores e duras cobranças no Campeonato Brasileiro, os árbitros do país superaram a forte desconfiança interna. O Brasil se consolidou como a maior potência da arbitragem mundial para a Copa do Mundo de 2026, enviando um recorde de nove oficiais e superando países como Estados Unidos e França.
O grupo de árbitros principais, que carrega o peso das maiores críticas nos estádios brasileiros, é formado por Raphael Claus, Wilton Sampaio e Ramon Abatti Abel.
A trajetória de Abatti Abel ilustra perfeitamente essa dualidade entre a desaprovação local e o reconhecimento internacional. No final do ano passado, o catarinense sofreu fortes críticas e precisou cumprir uma dura suspensão de 40 dias. O afastamento ocorreu após sua atuação no polêmico clássico São Paulo 2 x 3 Palmeiras. Ele foi alvo de muita revolta tricolor por não marcar um pênalti a favor do São Paulo e por expulsar o palmeirense Andreas Pereira.
Apesar desse histórico e da pressão contínua no Brasil, a FIFA justificou a convocação pautada no princípio de “qualidade em primeiro lugar”, avaliando a consistência técnica desses profissionais ao longo dos anos.
Para auxiliar os árbitros centrais nas linhas laterais, foram chamados os assistentes Bruno Boschilia, Bruno Pires, Danilo Manis, Rafael Alves e Rodrigo Figueiredo. Fechando o time, Rodolpho Toski será o representante no exigente Árbitro Assistente de Vídeo (VAR).
Assim, mesmo impiedosamente criticados em casa, esses nove profissionais provaram que pertencem à elite global do futebol.
