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Trabalhe sua mente de maneira correta 5/5 (1)

(Última atualização: 29 de Janeiro de 2018)

A mente do apostador é cruel. As vezes por ter lucro obtido sentimos medo de colocá-lo em risco, mesmo que apresente para nós uma situação clara e favorável de lucro, tal como quando estamos em prejuízo temos mais aptidão a entrar a zona de risco novamente.

Não sou nenhum pós-graduado em psicologia, por isso peço perdão se isso parecer bobagem para você, mas para muitas pessoas as suas mentes tem tendência a se sabotar mentalmente.

Para facilitar o que eu quero dizer, vamos imaginar que apostas esportivas é investimento.

Imagine que a Pinnacle Sports criou uma loteria em seu site e nele você pode ganhar dois tipos de prêmios. O primeiro lhe dá R$ 300 e também as seguintes alternativas: A) 100% de chances de ganhar mais R$ 100, ou B) 50% de chances de ganhar mais R$ 200 e 50% de chances de perder R$ 0 (e ficar com os R$ 300).

O segundo prêmio lhe dá R$ 500 e as seguintes alternativas: A) 100% de chances de perder R$ 100, ou B) 50% de chances de perder R$ 200 e 50% de chances de perder R$ 0 (e ficar com os R$ 500).

O resultado do teste

Este teste foi feito pelo economista comportamental Richard Thaler. Em seu livro “Misbehaving”, que diz que no primeiro teste 72% optaram pela opção A  e 28% pela opção B, e que 64% dos participantes do segundo teste preferiam a opção número 2.

Mas os dois testes são idênticos. Nos primeiro na opção A o ganhador fica com um prêmio de R$ 400, e no segundo na opção B têm 50% de chances de manter R$ 300 e 50% de chances de levar R$ 500. No entanto, porque na primeira versão do teste a opção A é tão claramente superior à B, e no segundo teste a situação se inverte?

Richard Thaler explica que “As pessoas são avessas ao risco no que diz respeito aos ganhos, mas procuram o risco no que tem a ver com perdas”. Quando estamos de olho em uma situação favorável, aceitamos correr menos riscos e preferimos manter o que conquistamos. Por outro lado, se estamos em uma situação complexa onde não existem respostas óbvias, é do comportamento humano buscar mais risco, para tentarmos encontrar a melhor solução possível. Trocando em miúdos: não somos avessos ao risco, como se acreditava na economia clássica, mas sim avessos a perdas.

Isso significa que uma perda certa dói mais do que um ganho de tamanho equivalente. A dor que sentimos ao perder R$ 100 é maior do que a felicidade ao ganharmos o mesmo valor de forma inesperada.

Esta revelação, originalmente identificada pelos economistas Daniel Kahneman (Prêmio Nobel de Economia de 2002) e Amos Tversky, foi chave para todo o desenvolvimento da economia comportamental. Ela mostra até que ponto nossos comportamentos não são coesos – ou, nas palavras de Thaler, são inadequados.

Isso acima também se pode juntar com o que Kahneman diz em seu livro “Pense Rápido e Devagar”. De uma maneira muito resumida, ele diz que nós aceitamos um ganho menor se alguém com quem nos compararmos tiver ganho ainda menos. O mesmo se aplica às perdas, nos aceitamos melhor uma perda se tivermos a comparação com alguém que tenha perdido ainda mais.

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